terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ignorância - Você pode enganar todo o mundo, só não pode enganar a si mesmo

O computador hoje é mais acessível em comparação aos primeiros anos da implantação e comercialização TV, já que em qualquer bairro, favela ou comunidade existe um lan house. Conteúdos diversos são publicados na internet o próprio usuário pode selecionar o que mais interessa ou o que quer compartilhar com o mundo. Essa talvez seja a grande vantagem da web 2.0, democratizar o conhecimento que por séculos foi privilégio de um pequeno grupo até a criação dos meios de comunicação como o jornal, rádio e televisão que tinham o papel de selecionar o que seria passado para a população.

Sempre posto neste blog informações sobre prevenção e o tratamento de doenças por meio da atividade física. Postar resumos de pesquisas novas, opiniões e recomendações para uma vida saudável num blog foi a maneira que encontrei para poder atingir uma número maior de pessoas. Tenho a convicção que informar, esclarecer dúvidas, compartilhar o conhecimento é a melhor forma de educar.

Um grande exemplo que a informação é fundamental foi a mobilização de todos os meios de comunicação, a gentes de saúde e população para a prevenção e tratamento da gripe A H1N1 para que a campanha desse certo foi preciso educar e mostrar como é a ação e transmissão do vírus.

Recentemente postei um resumo de uma pesquisa publicada recentemente sobre o câncer e a sua íntima relação aos hábitos de vida não saudáveis como o fumo, excesso de álcool, obesidade e sedentarismo. Todos sabem que estes são comportamento de risco e mesmo assim é cada vez mais comum a mortes por doenças como o próprio câncer, diabetes, hipertensão e outras complicações causadas pelas doenças coronarianas. Sabem também que uma boa alimentação e exercícios físicos podem prevenir ou aumentar as chances de cura, prolongar a vida e enfrentar de uma forma menos dolorosa o tratamento.

Ainda hoje as pessoas acreditam sem questionar em dogmas e tradições que não devem ser questionadas, os mais antigos ainda repetem que precisamos sofrer para chegar ao céu. Por séculos a ciência briga com a religião sobre de onde vem a salvação, se da fé cega ou de questionamentos como de onde viemos e para onde vamos?

Agora apresento à vocês um texto escrito por Vera Alves da Cruz, minha tia, que expõe toda a realidade cruel que a ignorância oferece.

Uma mulher comum até, um tanto, ingênua... que numa fase conflitante da sua vida, há algumas décadas atrás, insegura se envolveu numa seita religiosa... a ela foram passadas instruções errôneas sobre a vida dentro do caminho religioso que ela adotara, impostamente, a seguí-la... E essa escolha manifestou-se entre os filhos que, ainda muito crianças, juntamente com a mãe, já influenciada pela família do marido permitiu, a ela e aos filhos, atualmente, já adultos, a essa viagem que se consumara sem volta... Uma alienação gritante!

Minha irmã, após mais que dois anos e meio, veio a falecer de um câncer de mama agressivo... Ela negligenciara o tratamento em prol da promessa de “salvação” na seita a qual ela fora induzida...

O que nos machuca na dor dessa perda, não é exclusivamente, a perda em si, mas a crueldade da causa da mesma... É saber que tamanha sensação de impotência protagonizou todas as cenas e todos os atos; que fomos, nós irmãos e parentes da nossa família, coadjuvantes passivos, intolerados e desdenhados , competindo a mercê daquela idolatria a uma entidade ...e, que nem mesmo, nos foi dado o devido espaço para que a morte não viesse a ser tão, iminentemente, breve...que os medicamentos a ela indicados pelos médicos, não lhes fossem supridos; uma enferma num estado tão avançado diante daquele mal...

Todavia a nossa voz, uníssona, fora impedida; as nossas observações ignoradas e o câncer avançando de maneira humilhante e crudelíssima porque , conforme prega a seita, remédios alopáticos são contra a salvação da alma...e a minha irmã aceitou o que os ministros diziam ; que ela não estava doente, mas sim desintoxicando-se das máculas dos seus antepassados, a quem seria ela a escolhida para purificar todos eles e salvar a família; a nossa família. Pasmem!

A ignorância se instalara, como performance, alimentando todo um cenário à negligência de cada ato... Uma inversão dos valores diante da natureza, e a ótica distorcida perante um olhar errôneo.

Diante disso, a antiética e os choques da realidade nos atordoavam, visto que, ali em confronto com toda aquela aberração, os filhos e toda a clientela da seita, nos paralisaram...Respeitamos, dessa feita, a religião imposta a ela e aos filhos.

Daí o sofrimento, entre nós se agigantar, proliferando revolta; pois estivemos de pés e mãos amarrados assistindo a todo aquele desterro até o final do fim.

O fatídico fanatismo, entre eles, nos causou uma dor maior da que a sua perda sofrida nos poderia causar... Sofremos mais que o naturalmente necessário, e continuamos a sofrer diante de tais questionamentos.

Tal fanatismo impossibilitou, veementemente, a nossa força, o livre arbítrio, pois o bom senso e a ordem não tiveram espaço mediante tamanha arrogância e prepotência perpetuadas desde o início de uma trajetória determinada pela maioria dos seguidores da tal seita - inclusive, fortemente, pelos ministros da mesma, que são donos e os senhores do destino de cada seguidor.

E, miseravelmente, essa criatura se permitiu à ignorância praticada por uma seita religiosa a uma via crucis, perdurando por anos a fio, à espera da tão famigerada salvação.

Finalmente assistimos, compadecidos, ao fim da sua vida, aqui na Terra.

Poderia aqui, ainda, explanar as aberrações continuadas e praticadas antes do funeral; porém escolhi não me auto torturar com essas considerações finais.

sábado, 5 de setembro de 2009

Parkour and FreeRunning

Corrida de rua e as lesões esportivas

A corrida de rua vem cada vez mais se popularizando por ser uma atividade de baixo custo e altamente recomendada para quem quer perder as indesejáveis gordurinhas além de melhorar o condicionamento cardiovascular. Apesar de todos os benefícios da corrida os praticantes, competidores ou não, estão expostos a lesões. Orientação de um profissional é fundamental para se precaver das lesões como também evitar realizar exercícios de forma exaustiva por conta própria ou para cumprir os objetivos impostos pelo treinador. Entre os competidores é comprovado que durante a competição o risco de lesão pode é aproximadamente quatro vezes maior que nos treinos.
Um estudo publicado no começo deste ano na Revista Brasileira de Mecidina do Esporte com corredores de rua de Curitiba-PR verificou a prevalência das lesões em 228 homens 67 mulheres, foram analisados IMC, freqüência, duração e a presença de acompanhamento profissional. Foi identificado que a maior prevalência das lesões em aproximadamente 1/3 nos homens e 1/4 nas mulheres. Segundo a pesquisa os normoponderais (IMC ≤ 24,9kg/m2) tiveram uma menor freqüência comparados aos com sobrepeso/obesidade (IMC ≥ 25kg/m2). A menor freqüência de lesão está entre os homens que treinam por até 30 min/dia e entre as mulheres a maior prevalência para as treinavam até 30 min/dia. Um fato interessante é que para as mulheres a presença de acompanhamento profissional durante os treinamentos tende a favorecer a ocorrência de lesões.

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A corrida em comparação a prática esportiva ou caminhada foi verificada como uma atividade em que as lesões mais ocorrem. Os autores mostram preocupação com os resultados já que a atividade física tem como princípio a promoção de um estilo de vida saudável. É certo que a maior limitação, por se tratar de um estudo transversal, foi não poder identificar e determinar quais os motivos das lesões.

Fonte: Prevalência de Lesões em Corredores de Rua e Fatores Associados
Adriano Akira Ferreira Hino1,4; Rodrigo Siqueira Reis1,3,4; Ciro Romélio Rodriguez-Añez3,4; Rogério César Fermino1,2,4;
1. Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal do Paraná – UFPR, Brasil.
2. Mestre em Ciências do Desporto, Faculdade de Desporto da Universidade do Porto – FADE.UP, Portugal.
3. Professor Doutor do Curso de Educação Física, Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR, Brasil.

4. Grupo de Pesquisa em Atividade Física e Qualidade de Vida – GPAQ /PUCPR, Brasil.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Série Simples X Séries Multiplas dos exercícios de resistência

Se quantidade de séries por exercícios pode aumentar o ganho de força em um programada de treinamento contra a resistência é debate considerável entre os profissionais e estudiosos do assunto. Recentemente um estudo (meta-regressão) comparou os efeitos das séries únicas e múltiplas em exercício em força dinâmica. A análise incluiu 92 effect sizes* (ESs) contendo30 grupos de tratamento e 14 estudos. A análise incluiu 92 tamanhos de efeito (ESs) , 30 grupos de tratamento e 14 estudos. As séries múltiplas tiveram um ES maior que a série simples (diferença = 0.26 ± 0.05; intervalo de confiança [IC]: 0.15, 0.37; p < 0.0001). Em um modelo de dose-resposta, duas a três séries por exercício tem um ES significativamente maior que a série simples (diferença = 0.25 ± 0.06; IC: 0.14, 0.37; p = 0.0001). Não havia nenhuma diferença significante entre uma séries e 4 a 6 séries (diferença = 0.35 ± 0.25; IC: -0.05, 0.74; p = 0.17) ou entre dois a três séries e quatro a seis séries por exercício (diferença = 0.09 ± 0.20; IC: -0.31, 0.50; p = 0.64). Não houve nenhuma interação entre volume e duração de programa treinando, estado de treinamento, ou se se foi treinado membros superiores ou inferiores. Segundo o estudo duas a três séries por exercício estão associados com um ganho de 46% a mais de força comparado com a série simples, em pessoas treinadas ou não.

Krieger, JW. Single versus multiple sets of resistance exercise: a meta-regression. J Strength Cond Res 23(6): 1890-1901, 2009

*Os effect sizes possibilitam a comparação de vários estudos, por representarem uma “medida padronizada de diferenças de grupo utilizada no cálculo do poder estatístico e calculada como a diferença nas médias dos grupos, dividida pelo desvio padrão” (Hair et al., 1998).

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dia do profissional de educação física...conheça o código de ética

No processo de elaboração do Código de Ética para o Profissional de Educação Física tomaram-se por base, também, as Declarações Universais de Direitos Humanos e da Cultura, a Agenda 21, que conceitua a proteção do meio ambiente no contexto das relações entre os homens em sociedade, e, ainda, os indicadores da Carta Brasileira de Educação Física 2000. Leia mais

PKSC - Florianópolis

Antioxidants Do Not Prevent Postexercise Peroxidation and May Delay Muscle Recovery

TEIXEIRA, VITOR H.; VALENTE, HUGO F.; CASAL, SUSANA I.; MARQUES, A. FRANKLIM; MOREIRA, PEDRO A.

Abstract

Purpose: This study aimed to determine the effects of 4 wk of antioxidants (AOX) supplementation on exercise-induced lipid peroxidation, muscle damage, and inflammation in kayakers.

Methods: Subjects (n = 20) were randomly assigned to receive a placebo (PLA) or an AOX capsule (AOX; 272 mg of α-tocopherol, 400 mg of vitamin C, 30 mg of β-carotene, 2 mg of lutein, 400 μg of selenium, 30 mg of zinc, and 600 mg of magnesium). Blood samples were collected at rest and 15 min after a 1000-m kayak race, both before and after the supplementation period, for analysis of α-tocopherol, α-carotene, β-carotene, lycopene, lutein plus zeaxanthin, vitamin C, uric acid, total AOX status (TAS), thiobarbituric reactive acid substances (TBARS) and interleukin-6 (IL-6) levels, and creatine kinase (CK), superoxide dismutase (SOD), glutathione reductase (Gr), and glutathione peroxidase (GPx) activities.

Results: With supplementation, plasma α-tocopherol (P = 0.003) and β-carotene (P = 0.007) augmented significantly in the AOX group. IL-6 (exercise, P = 0.039), TBARS (exercise, P <>P = 0.032) increased significantly in response to the exercise regardless of treatment group. Cortisol level raised more from pre- to postsupplementation period in the PLA group (time × supplementation, P = 0.002). Although TAS declined after exercise before intervention, it increased above preexercise values after the 4-wk period in the AOX group (supplementation × time × exercise, P = 0.034). CK increased after exercise in both groups (exercise effect, P <>P = 0.049).

Conclusions: AOX supplementation does not offer protection against exercise-induced lipid peroxidation and inflammation and may hinder the recovery of muscle damage