segunda-feira, 29 de março de 2010

Confusão cinética: Será que a sua bunda pensa que é o seu pé?

Um fato inegável na vida. Nós sentamos...e nos sentamos muito. Quer seja na frente do computador, dirigindo , assistindo TV, em reuniões, jantando, a vida está se tornando cada vez mais sedentária para muitos indivíduos no mundo "moderno".

Com longos trajetos para chegar a empresa e a relação entre trabalho e computador, a cultura da TV, os efeitos em nossos corpos são quase muito lentos para perceber até que eles estejam enraizados e aí será tarde. Começando pela escola onde a criança é forçada a grandes períodos sentada, com menos tempo de recesso, com poucos recursos para educação física e menos programas esportivos inibindo gradualmente o equilíbrio, consciência proprioceptiva e outras habilidades neurológicas. Na população adulta a dor está relacionada a confusão cinética.


De acordo com movimento de cadeia cinética fechada que o fundador da FMS – Functional Movement System –, Gray Cook, o pé é a raiz do nosso movimento e que relaciona o corpo ao solo para alavancagem. Assim, o pé tem de criar uma plataforma estável de ligação ao solo para permitir que o resto da cadeia cinética para criar um movimento eficaz.


Em seguida acima da cadeia, o tornozelo deve ser móvel, o que permite o joelho para ser estável e do quadril para ser móvel. Segundo Cook o funcionamento ideal da cadeia cinética é:


Pé - estável

Tornozelo - móvel

Joelho - estável

Quadril - móvel

Lombar - estável

Coluna torácica - móvel

Cervical - estável

Axis e vértebra atlas - móvel


Assim você pode ver que cada uma das sucessivas articulações ou conjuntos de articulações tem a função oposta das articulações vizinhas. Assim, os problemas surgem quando essas articulações ou articulações conjuntas ficam bloqueadas ou agindo da maneira oposta a que se destina. Claro que não são as únicas funções que essas articulações se destinam.

O que acontece com o sedentário?

A sua bunda se torna o principal ponto de contato do seu corpo ao solo (por meio de uma cadeira). Portanto, os quadris que estavam destinados a serem móveis e usando os glúteos transformar-se em seu principal ponto de estabilidade. Os glúteos passar horas em estender e encurtar os flexores do quadril. A lombar começa a se tornar mais e mais móvel para você chegar para as coisas e movimentar-se, mantendo a sua posição sentada.

A coluna torácica endurece até para manter alguma aparência de postura, e a próxima passo é sentir dores lombar, ombro e pescoço... e sua bunda agora pensa que é o seu pé.


Pretende não fazer esta confusão cinética? Levante-se e pegue um kettlebell.

Texto do Dr. Mark Cheng traduzido e adaptado.

segunda-feira, 22 de março de 2010

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Tempo de Tv e Mortalidade.

Celafiscs - Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de SCS
Programa Agita São Paulo

Em 2009, um time de peso constituído por Peter T. Kartzmarzyk, Timothy S. Church, Cora L. Craig e Claude Bouchard, publicaram um artigo na Medicine Science Sport Medicine e considerado por muitos como um marco na saúde pública. Segundo os autores, quanto maior o tempo sentado maiores as chances de mortalidade por todas as causas e doenças cardiovasculares. Entretanto, não houve associação entre tempo sentado e mortalidade por câncer. Incrivelmente, nem os indivíduos mais ativos ficaram livres desta associação. Os piores resultados foram encontrados entre os obesos.

O comportamento sedentário é um dos grandes desafios a ser vencido na era contemporânea, isto porque, o sedentarismo está associado à mortalidade prematura por todas as causas. Recentemente, a Organização Mundial da Saúde publicou um report dos principais fatores que contribuem para a mortalidade global. A inatividade física foi responsável por 5,5% das mortes no mundo, sendo a quarta maior causa de mortalidade superando a obesidade e o excesso de peso.

Apenas um estudo encontrou relação entre o tempo sentado no ambiente de trabalho e mortalidade. Neste caso, o câncer de próstata entre 45.887 homens com idade com 45 a 79 anos foi mais incidente entre os que permaneciam a maior parte do tempo sentado (Orsini N et al, 2009).

Para a surpresa de muitos, um estudo publicado na conceituada Circulation, de janeiro, veio mostrar ao mundo científico que o tempo que uma pessoa passa assistindo à televisão é um preditor de mortalidade. Estudos anteriores haviam encontrado associação entre tempo de tv e obesidade e excesso de peso, principalmente nos mais jovens. Matsudo SMM (1997), por exemplo, concluiu que mais de quatro horas de tv por dia reduziu força de membros inferiores, velocidade, potência aeróbica e aumentou adiposidade em meninos e meninas de Ilha Bela.
Dartagnan Pinto Guedes em 2001 encontrou que meninos e meninas permaneciam na frente da tv, computador e vídeo game em média de 29 e 24 horas semanais, respectivamente. Porém, nas atividades de lazer e esportes os meninos realizavam 3,5 horas semanais contra 0,49 das meninas.

Este novo estudo, conduzido por Dunstan DW e colaboradores, é o primeiro a demonstrar a associação entre tempo de tv e mortalidade. A amostra foi composta por 8.800 adultos com idade igual ou superior a 25 anos de idade pertencentes ao Australian Diabetes, Obesity and Lifestyle Study (AusDiab). Durante o período de seguimento (6,6 anos) 284 mortes foram identificadas, sendo 87 (31%) por doenças cardiovasculares, 125 (44%) por câncer e 72 (25%) de não cardiovascular e nem câncer. O tempo de tv foi categorizado em três grupos: < 2 h/dia, de ≥ 2 a < 4 h/dia e ≥ a 4 h/dia. Após ajustar os resultados por idade, sexo, circunferência da cintura e exercício, o tempo de tv foi associado a mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares. Nesta pesquisa, mortalidade por câncer também não obteve relação.
Outras informações mostraram um interessante desfecho.
A cada uma hora de tv a mais aumentou em 11% a mortalidade por todas as causas e de 18% para mortalidade cardiovascular. Quando o grupo que ficou mais tempo assistindo televisão (≥ 4 h/dia) foi comparado com o grupo que ficou menos tempo na frente da tv (< 2 h/dia) o risco de mortalidade por todas as causas foi de 46% e por doenças cardiovasculares de 80% maior.
Estamos de frente de um novo fator de risco para mortalidade, que há algum tempo vem sendo associado à obesidade, mas que agora ganha força com as novas pesquisas epidemiológicas.
Essas evidências científicas nos permitem concluir que não só a população deve ser mais ativa, mas também reduzir o tempo sentado e o tempo assistindo televisão, a fim de reduzir os riscos de morbidade e mortalidade.

Fonte de Pesquisa

Dustan DW; Barr ELM; Healy GN; Salmon J; Shaw JE; Balkau B; Magliano DJ; Cameron AJ; Zimmet PZ; Owen N. Television viewing time and mortality. The Australian Diabetes, Obesity and Lifestyle Study (AusDiab). Circulation. 2010; 121:384-391.

domingo, 31 de janeiro de 2010

What You Eat After Exercise Matters

ScienceDaily (Jan. 29, 2010) — Many of the health benefits of aerobic exercise are due to the most recent exercise session (rather than weeks, months and even years of exercise training), and the nature of these benefits can be greatly affected by the food we eat afterwards, according to a study published in the Journal of Applied Physiology.

"Differences in what you eat after exercise produce different effects on the body's metabolism," said the study's senior author, Jeffrey F. Horowitz of the University of Michigan. This study follows up on several previous studies that demonstrate that many health benefits of exercise are transient: one exercise session produces benefits to the body that taper off, generally within hours or a few days.

"Many of the improvements in metabolic health associated with exercise stem largely from the most recent session of exercise, rather than from an increase in 'fitness' per se," Dr. Horowitz said. "But exercise doesn't occur in a vacuum, and it is very important to look at both the effects of exercise and what you're eating after exercise."

Specifically, the study found that exercise enhanced insulin sensitivity, particularly when meals eaten after the exercise session contained relatively low carbohydrate content. Enhanced insulin sensitivity means that it is easier for the body to take up sugar from the blood stream into tissues like muscles, where it can be stored or used as fuel. Impaired insulin sensitivity (i.e., "insulin resistance") is a hallmark of Type II diabetes, as well as being a major risk factor for other chronic diseases, such as heart disease.

Interestingly, when the research subjects in this study ate relatively low-calorie meals after exercise, this did not improve insulin sensitivity any more than when they ate enough calories to match what they expended during exercise. This suggests that you don't have to starve yourself after exercise to still reap some of the important health benefits.

The paper, "Energy deficit after exercise augments lipid mobilization but does not contribute to the exercise-induced increase in insulin sensitivity," appears in the online edition of the journal. The authors are Sean A. Newsom, Simon Schenk, Kristin M. Thomas, Matthew P. Harber, Nicolas D. Knuth, Haila Goldenberg and Dr. Horowitz. All are at the University of Michigan. The American Physiological Society (APS: www.the-aps.org) published the research.

Study Design

The study included nine healthy sedentary men, all around 28-30 years old. They spent four separate sessions in the Michigan Clinical Research Unit in the University of Michigan Hospital. Each session lasted for approximately 29 hours. They fasted overnight before attending each session, which began in the morning.

The four hospital visits differed primarily by the meals eaten after exercise. The following describes the four different visits:

  1. They did not exercise and ate meals to match their daily calorie expenditure. This was the control trial.
  2. They exercised for approximately 90 min at moderate intensity, and then ate meals that matched their caloric expenditure. The carbohydrate, fat, and protein content of these meals were also appropriately balanced to match their expenditure.
  3. They exercised for approximately 90 min at moderate intensity and then ate meals with relatively low carbohydrate content, but they ate enough total calories to match their calorie expenditure. This reduced-carbohydrate meal contained about 200 grams of carbohydrate, less than half the carbohydrate content of the balanced meal.
  4. They exercised for approximately 90 min at moderate intensity and then ate relatively low-calorie meals, that is, meals that provided less energy than was expended (about one-third fewer calories than the meals in the other two exercise trials). These meals contained a relatively high carbohydrate content to replace the carbohydrate "burned" during exercise.

The exercise was performed on a stationary bicycle and a treadmill. The order in which the participants did the trials was randomized.

In the three exercise trials, there was a trend for an increase in insulin sensitivity. However, when participants ate less carbohydrate after exercise, this enhanced insulin sensitivity significantly more. Although weight loss is important for improving metabolic health in overweight and obese people, these results suggests that people can still reap some important health benefits from exercise without undereating or losing weight, Dr. Horowitz said.

The study also reinforces the growing body of evidence that each exercise session can affect the body's physiology and also that differences in what you eat after exercise can produce different physiological changes.

Next Steps

The research team is now performing experiments with obese people, aimed at better identifying the minimum amount of exercise that will still improve insulin sensitivity at least into the next day.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Metabolismo de las Proteínas en el Músculo Esquelético y Entrenamiento de Sobrecarga

R. R. Wolfe.

Department of Surgery, The University of Texas Medical Branch and Metabolism Unit, Shriners Burns Hospital, Galveston, TX, Estados Unidos

Han sido desarrolladas técnicas con trazadores isotópicos para cuantificar las tasas de síntesis y ruptura de proteínas musculares en sujetos humanos. Estos métodos fueron aplicados para estudiar la respuesta al entrenamiento de sobrecarga así como a la ingesta de aminoácidos. La tasa sintética fraccional (FSR) de proteínas musculares es estimulada por tanto como 48 h luego del ejercicio. Sin embargo, el efecto anabólico de la estimulación de la FSR después del ejercicio es atenuado por un incremento simultáneo en la ruptura de proteínas musculares, de modo que el balance neto entre la síntesis y la ruptura permanece siendo negativo en un estado de ayuno. La elevación de los aminoácidos plasmáticos estimula la síntesis de proteínas musculares. El grado de la estimulación depende de la dosis, el perfil de aminoácidos ingeridos, el patrón de ingesta (bolo vs. ingesta constante), la edad del sujeto, y el perfil hormonal. Es importante destacar, que hay un efecto interactivo entre el entrenamiento de sobrecarga y los aminoácidos, de modo que la respuesta anabólica neta a los aminoácidos luego del ejercicio es mayor que la suma de los efectos aislados de los aminoácidos y el ejercicio.

Palabras Clave: isótopos estables, metodología con trazadores, sujetos humanos, aminoácidos, entrenamiento de sobrecarga.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010