sábado, 2 de outubro de 2010

Kettlebell, o artefato medieval que ganhou espaço nas planilhas de treinamento


Por João Rosário

Uma bola de ferro parecida com uma bala de canhão com uma alça em cima, o kettlebell é um dos mais efetivos instrumentos para um corpo forte e saudável. Apesar de ser considerada uma novidade há relatos do uso do kettlebell em dicionários russos de 1704. Originalmente contra-peso de balanças em mercados, no final de cada dia de trabalho "as bolas de ferro" eram usados para demonstrações de força, resistência e coordenação.

O kettlebell movimenta todo o corpo exigindo uma constante ativação dos músculos do core (quadril-pelve-lombar, coluna torácica e cervical) além de proporcionar maior flexibilidade, aumento de força, resistência muscular, potência, grande gasto calórico, mecanismos de prevenção de lesões. Ao iniciar um treinamento regular em pouco tempo o praticante já percebe mudanças significativas no corpo.

Todos esses resultados proporcionados pelo Kettlebell training levou o American Council on Exercise a realizar estudos sobre a eficácia dos exercícios levando a descobertas impressionantes. Ao analisarem um treino executando snatches (levantar o kettlebell sobre a cabeça) por 20 minutos tiveram um gasto calórico médio de 20 calorias por minuto, ou 400 calorias durante toda a sessão. Um atleta pesando 68 quilos correndo por 20 minutos em um ritmo de seis minutos por milha queima 364 calorias.

Eficiente e seguro

Usado corretamente se alcança resultados que por outras ferramentas só poderiam ser alcançados com a combinação de outras atividades. Eficiente quanto aos resultados e seguro em sua prática somente 8,8 por cento dos membros do Russian National Team e outros times relataram lesões durante treinos ou competições. Em comparação com a corrida de rua, segundo um estudo realizado em Curitiba, é de 29,8 e 23,9% para homens mulheres, respectivamente, relataram lesões.


Para qualquer fim

Tradicionalmente utilizado na preparação física do serviço militar russo, por volta dos anos 2000 o kettlebell foi introduzido nos EUA por Pavel Tsatsouline. Nos EUA a "bola de ferro" também é utilizada no treinamento das forças armadas americanas, assim como, por atletas da NBA/ NFL, lutadores de jiu-jitsu, vale-tudo e MMA como parte da rotina de treinos. O Kettlebell é comprovadamente a ferramenta mais eficiente no condicionamento físico tanto de atletas profissionais, militares, pessoas fisicamente ativas quanto para aquelas pessoas que querem deixar de ser sedentárias.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais Exercício e Menos Remédio - Estudo do Celafiscs Que Estará no Simpósio

Agência FAPESP – Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.

A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.

Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.

“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.

Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.

Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.

As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.

O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.

Economia de medicamentos

Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.

“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.

A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.

O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.

Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.

As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.

A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.

Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Hidratação

Quanta água você deve beber?

por Charles Poliquin

Hidratação é o maior determinante da força. Uma queda de 1,5 % nos níveis de água traduz em queda de 10% de sua força máxima. Certifique-se pesar o mesmo ou mais no final do treino. Níveis altos de água = mais séries e reps = maiores mudanças. Tenha um ótimo treino.

Um estudo recente mostrou que homens que bebem cinco copos de água por dia vs 2 copos por dia, tiveram um risco 54% menor de morrer de ataque cardíaco.

Quanto você deve beber:
39 ml / kg de peso corporal, ou seja, 3,55-4,14 l para um homem de 91 kg.

Kettlebell no RBS Esporte

Dinâmico, eficiente, desafiador, o kettlebell ganha cada vez mais espaço e apesar um artefato muito antigo atualmente vêm sendo considerado um dos mais revolucionários programas de treinamento. Assista a matéria exibida no RBS Esporte Santa Catarina.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Confusão cinética: Será que a sua bunda pensa que é o seu pé?

Um fato inegável na vida. Nós sentamos...e nos sentamos muito. Quer seja na frente do computador, dirigindo , assistindo TV, em reuniões, jantando, a vida está se tornando cada vez mais sedentária para muitos indivíduos no mundo "moderno".

Com longos trajetos para chegar a empresa e a relação entre trabalho e computador, a cultura da TV, os efeitos em nossos corpos são quase muito lentos para perceber até que eles estejam enraizados e aí será tarde. Começando pela escola onde a criança é forçada a grandes períodos sentada, com menos tempo de recesso, com poucos recursos para educação física e menos programas esportivos inibindo gradualmente o equilíbrio, consciência proprioceptiva e outras habilidades neurológicas. Na população adulta a dor está relacionada a confusão cinética.


De acordo com movimento de cadeia cinética fechada que o fundador da FMS – Functional Movement System –, Gray Cook, o pé é a raiz do nosso movimento e que relaciona o corpo ao solo para alavancagem. Assim, o pé tem de criar uma plataforma estável de ligação ao solo para permitir que o resto da cadeia cinética para criar um movimento eficaz.


Em seguida acima da cadeia, o tornozelo deve ser móvel, o que permite o joelho para ser estável e do quadril para ser móvel. Segundo Cook o funcionamento ideal da cadeia cinética é:


Pé - estável

Tornozelo - móvel

Joelho - estável

Quadril - móvel

Lombar - estável

Coluna torácica - móvel

Cervical - estável

Axis e vértebra atlas - móvel


Assim você pode ver que cada uma das sucessivas articulações ou conjuntos de articulações tem a função oposta das articulações vizinhas. Assim, os problemas surgem quando essas articulações ou articulações conjuntas ficam bloqueadas ou agindo da maneira oposta a que se destina. Claro que não são as únicas funções que essas articulações se destinam.

O que acontece com o sedentário?

A sua bunda se torna o principal ponto de contato do seu corpo ao solo (por meio de uma cadeira). Portanto, os quadris que estavam destinados a serem móveis e usando os glúteos transformar-se em seu principal ponto de estabilidade. Os glúteos passar horas em estender e encurtar os flexores do quadril. A lombar começa a se tornar mais e mais móvel para você chegar para as coisas e movimentar-se, mantendo a sua posição sentada.

A coluna torácica endurece até para manter alguma aparência de postura, e a próxima passo é sentir dores lombar, ombro e pescoço... e sua bunda agora pensa que é o seu pé.


Pretende não fazer esta confusão cinética? Levante-se e pegue um kettlebell.

Texto do Dr. Mark Cheng traduzido e adaptado.